Conversei com o Rodrigo Fabian que é sócio proprietário de um grupo de empresas no Rio São Francisco. As suas adegas encontram-se num epicentro universal da cultura vitivinícola, uma vez que durante o ano ocorrem múltiplas colheitas de uvas vitis vinífera de excelente qualidade.
Autor: Guillermo Cesar Gomez
Os vinhedos do Vale do São Francisco
Os vinhedos do Vale do São Francisco, em Pernambuco, Brasil, têm sol abundante, então os vinhos emergem com aromas bons e bem pronunciados. Os espumantes daqui ganham muito espaço no mercado devido ao seu aroma e frescura, podem ser vinificados todos os dias do ano, pelo que têm uma oferta de produtos sempre jovens e frescos. É uma região que já está a despontar com grandes vinhos reconhecidos nacional e internacionalmente, atualmente a emblemática região já conta com 7 adegas que produzem vinhos finos e espumantes.
Essa região de Pernambuco deixou a literatura do vinho desatualizada, e isso acontece porque muitos escritores, ao invés de viajar pelo país verde-amarelo de múltiplas safras, optam por não sair do computador e reler escritos antigos por lá. Por isso se limitam a republicar o que está ultrapassado na literatura vitivinícola hegemônica. Este pecado acadêmico preenche suas lacunas intelectuais com preconceitos, sem terem bebido uma gota de vinho das regiões tropicais, sempre o julgam pelo complexo de superioridade artificial e por profunda ignorância.
O Vale do Francisco é o centro do mundo
Os jovens que memorizam dados para ser um Master Wine em Londres devem sair daquele clima horrível por algumas semanas, tão inimigo da vitis vinífera e passar uma temporada em Pernambuco, Brasil, no Vale do São Francisco, lá eles perceberão que o vinha não precisa sofrer como Jesus Cristo. Neste laboratório universal do Éden e ao ar livre, a videira só precisa cumprir seu ciclo de vida, e isso é produzido através de um sistema de irrigação, podendo produzir até duas safras na mesma planta.
Mas com esse controle, a colheita pode ser realizada em qualquer mês do ano. O suposto esgotamento da planta é resolvido com nutrientes.
Por outro lado, os jovens da Master Wine podiam ver a vinha em diferentes momentos de crescimento, o que os faria começar a desconfiar dos dogmas e da literatura enológica clássica.
Os vinhos de Pernambuco e do mundo
A legislação vitivinícola brasileira não permite a adição de água, como faz a lei chilena, nem nomeia um vinho reserva por seu teor alcoólico, como faz o país da cueca. Por outro lado, muitos vinhos chegam do estrangeiro disfarçados de sérios, só porque produzem na boca uma invasão de ácido tartárico, um ácido que muitas vezes está ligado, uma vez passado o sabor deste ácido invasor, o vinho não diz nada mais, nem revela qualquer propriedade ou característica interessante no retrogosto da boca.
Para entender o estilo do vinho brasileiro, é preciso entender o estilo de vida tranquilo e amigável das grandes extensões. O vinho brasileiro é equilibrado, é um vinho que não está desesperado para agradar e excitar algum guru do vinho milionário negociando suas pontuações no escuro da feira. Os tintos brasileiros são vinhos sinceros e gastronômicos, e seus espumantes estão entre os melhores do mundo.
Por que os vinhos devem ser estudados em Pernambuco
Os vinhos brasileiros têm uma vantagem que os países que produzem vinhos excedentes não têm. Os nativos das regiões vinícolas históricas nascem e morrem degustando o vinho de sua região e raramente chegam a provar um vinho estrangeiro.
O vinho brasileiro pode comparar seus vinhos todos os dias com vinhos da Austrália, Nova Zelândia, Chile, Argentina, França, Portugal, Espanha e Alemanha. Isso dá uma consciência gustativa e uma gama de referências, é por isso que os vinhos brasileiros evoluem tão rápido e não passam a noite em conceitos e propostas errôneas.
Duas grandes empresas
Terroir do São Francisco Comércio e Indústria de Vinhos Ltda & Bodega Tropical Ltda.
As marcas do terroir
Vinhedos do Vale do São Francisco
Marcas tropicais
Garziera
Vale do Rio
Fazenda Doce Sol (suco de uva)


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