Deputado estadual do Rio de Janeiro, Átila Nunes (PSD) deu hoje entrada no Ministério Público fluminense em representações contra o pastor Felipe Valadão, da Igreja Lagoinha, e contra o prefeito Marcelo Delaroli (PL). Ambos são acusados de disseminação de ódio religioso e uso de dinheiro público privilegiando uma religião para atacar outra no show pelo aniversário da cidade de Itaboraí, realizado na quinta-feira (19).
Nunes pede o ressarcimento de R$ 145 mil reais gastos no show gospel e a condenação do prefeito, com indenização no mesmo valor a ser destinado às vítimas de intolerância religiosa.
Em seu espetáculo, Valadão disse para avisar aos "endemoniados de Itaboraí" que "o tempo da bagunça espiritual acabou" porque "a Igreja está na rua".
"Pode matar galinha, pode fazer farofa, pode fazer o que você quiser. E ainda digo mais, prepara pra ver muito Centro de Umbanda sendo fechado na cidade", disse o pastor à plateia. "Deus vai começar a salvar esses pais de santo que tem aqui na cidade". Veja o vídeo aqui.
Na representação, Átila Nunes argumenta que "os dizeres proferidos pelo Pastor Felippe Valadão causaram ojeriza na comunidade de umbanda e adeptos das religiões africanas". Ele destacou que "para milhares de pessoas as religiões de matriz africana são representação de força, iluminação divina e amparo".
No texto, o deputado sustenta que a manifestação do pastor não pode ser considerada como exercício da liberdade de expressão, "na medida em que fere o sentimento religioso de todos os praticantes das religiões de matriz africana".
Átila Nunes também denunciou Valadão à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.
UOL Nótícias


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