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Pai de adolescente de 13 anos, faz grave denúncia de “ABUSO SEXUAL “na Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores, da terça-feira (27), contra um servidor público do município lotado na Escola Eduardo Campos, no Povoado de Vermelhos.

Apesar de abrir mão do “SEGREDO DE JUSTIÇA” iremos manter no anonimato os nomes dos pais e servidor público até que o problema seja sanado. “A publicidade dos atos praticados no decorrer do processo constitui elemento indissociável do processo justo brasileiro, nos termos do artigo 5º, LX, da Constituição da República de 1988. Os atos processuais, portanto, são públicos, só podendo ser restringida a publicidade do processo quando o exigir o interesse social ou a defesa da intimidade das partes. Isto é, em razão de interesses maiores”. Conforme Art. 189, Inciso I do Novo Código de Processo Civil.

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De acordo com o relato do pai no dia 03 de junho, foi surpreendido ao chegar em sua residência, se depara com um problema o qual a gente acha que só acontece com os outros, e que nunca vamos ser atingido entendeu, e eu tive a triste realidade ao ser atingido por algo que achei que só acontecia com os outros e, fui vítima na minha própria casa, de abuso sexual por parte do diretor da escola.

“Infelizmente aconteceu no nosso município né no mês de outubro comuniquei por coincidência e também pela ajuda de Deus estava tendo aula no sábado era uma reposição de aula que estava tendo fui até a escola e, passei para a coordenadora o que o fato que realmente tinha acontecido levei o menino lá para que ela tomasse conhecimento do fato, ela tomou e, olha o absurdo dos absurdos… que vocês acham que ninguém nem acredita que aconteça”, diz o pai.

O pai ainda acrescenta:

“A Secretaria de Educação ela foi ela foi notificada ela foi informada no dia 4 a secretaria de educação já sabia do fato e no dia 5 as autoridades foram na própria secretaria e notificaram o fato, passaram pro secretário, agora olha o absurdo… se você tivesse ido essa semana na secretaria, o diretor estava lá exercendo sua função, não tiveram a decência nem de afastar o diretor até que se prove (…)”

Para o pai, ao não ser afastado pela secretaria de educação do município, foi dado total autonomia para que ele ficasse na escola exercendo suas atividades normal e, que continuasse fazendo o absurdo que o mesmo fez.

O fato ocorrido segundo o pai do aluno, foi constatado por relatos e confirmações também de vários outros alunos dos abusos sexuais cometidos pelo diretor da escola, diante da revolta e da omissão do fato, o pai resolveu colocar a público.

“E eu não vi nenhuma resposta da Secretaria de Educação com relação a isso, porque é irresponsavelmente deixou ele lá, porque se fosse a secretaria séria entendeu, vou citar um caso aqui para vocês teve um caso em Petrolina em menos e dois meses o cara foi exonerado, aconteceu recentemente na escola militar todo mundo sabe disso, o cara foi exonerado do cargo e, porque a cidade Lagoa Grande fez vista grossa num caso desse?”, frisa o pai do aluno expressando indignação.

Diante do caso, o pai diz ser triste a situação em que está vivendo com seu filho de 14 anos que quando começou o abuso tinha 13 anos, como também, afirmou que já ter ocorrido outros 10 casos de abuso sexual com outros alunos da referida escola e que 6 casos estar na justiça, assim como, em anos anteriores, outros casos já vinham ocorrendo na escola quando o mesmo era professor.

“É triste só quem sabe o que a gente passa, e quem ente na pele e, outra coisa de um caso sem ser o meu, já são 10 casos confirmadíssimo, 6 casos já denunciado ministério público, que a gente já sabe que infelizmente a justiça do Brasil é um pouco lenta (…)”, afirma o pai.

A denúncia foi recebida com indignação pelos vereadores da casa Zeferino Nunes, que se comprometeram a buscar informações e dar apoio diante da grave denúncia par que seja apurado e providências sejam tomadas.

“Eu sinceramente fico compadecida pelo fato e até hoje não ter nenhuma resposta porque eu sou vereadora do segundo mano. Você sabe muito bem qual é a minha postura dentro dessa câmara não é porque eu sou do governo que acontece um ato desse e eu vou passar a mão na cabeça dele não”, vereadora Edneuza.

Questionado pelo vereador Vavá, se o secretário de educação Willian César havia procurado alguns dos pais para dar qualquer explicação, o pai do aluno respondeu:

“Ele foi totalmente omisso ele nunca me procurou, nunca procurou a família de nenhum dos outros alunos, muito pelo contrário, houve uma reunião ontem na escola para falar da segurança da escola, porque o vice-diretor estava correndo risco de vida”, disse o pai.

O pai do aluno não soube dizer por parte de quem o vice-diretor estaria correndo tal risco de vida, ao mesmo tempo ele relatou que algumas coisas estão correndo em segredo de Justiça, e o mesmo não poderia falar para não se comprometer.

Segundo o pai do aluno, os envolvidos já foram ouvidos tanto pelo Conselho Tutelar como também pelo Ministério Público.

“Porque não dá para entender (…) é omissão por parte do secretário entendeu, porque assim… o Ministério Público faz a parte dele só que esse caso aconteceu no dia 3 de junho que eu fiquei sabendo que fui informado do caso né eu não ia trazer à tona, para você ver, que só agora quase um mês depois foi que eu vim trazer, porque eu esperei uma ação da Secretaria de Educação. Mas imagine só vocês aqui são pais e vereadores, o cara faz um negócio desse e o menino vai para a escola e ele está lá trabalhando normalmente, imagina o constrangimento que essa criança não passa”, desabafou o pai.

A decisão do pai procurar o “PODER LEGISLATIVO” para fazer essa denúncia gravíssima na tribuna da Câmara de Vereadores, “é pela omissão da SECRETARIA DE EDUCAÇÃO em manter o servidor público exercendo suas funções no mesmo ambiente onde os menores permanecem.

Como é que acontece um fato dessa natureza, onde tem um processo tramitando sobre segredo de justiça, que busca apurar a conduta deste servidor e a SEDUC mantém o mesmo no cargo? Esse servidor pode obstruir o processo investigativo que busca elucidar o caso?